O que é?

A cirurgia bariátrica e metabólica – também conhecida como cirurgia da obesidade, ou, popularmente, redução de estômago – reúne técnicas com respaldo científico, destinadas ao tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele.

O conceito metabólico foi incorporado há cerca de seis anos pela importância que a cirurgia adquiriu no tratamento de doenças causadas, agravadas ou cujo tratamento/controle é dificultado pelo excesso de peso ou facilitado pela perda de peso – como o diabetes e a hipertensão, também chamadas de comorbidades.

Tipos de cirurgia bariátrica e metabólica

As cirurgias diferenciam-se pelo mecanismo de funcionamento. Existem três procedimentos básicos de cirurgia bariátrica e metabólica. Eles podem ser feitos por abordagem aberta ou por videolaparoscopia (menos invasiva e mais confortável ao paciente). Os tipos são:

  • restritivos – que diminuem a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de comportar;
  • disabsortivos – que reduzem a capacidade de absorção do intestino;
  • técnicas mistas – com pequeno grau de restrição e desvio curto do intestino com discreta má absorção de alimentos.

Como é?

São aprovadas no Brasil quatro modalidades diferentes de cirurgia bariátrica e metabólica (além do balão intragástrico, que não é considerado cirúrgico):

Bypass gástrico (gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”)

Estudado desde a década de 60, o bypass gástrico é a técnica bariátrica mais praticada no Brasil, correspondendo a 75% das cirurgias realizadas, devido a sua segurança e, principalmente, sua eficácia. O paciente submetido à cirurgia perde de 40% a 45% do peso inicial.

Nesse procedimento misto, é feito o grampeamento de parte do estômago, que reduz o espaço para o alimento, e um desvio do intestino inicial, que promove o aumento de hormônios que dão saciedade e diminuem a fome. Essa somatória entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade é o que leva ao emagrecimento. Além disso, é capaz de controlar o diabetes e outras doenças, como a hipertensão arterial.

Uma curiosidade: a costura do intestino que foi desviado fica com formato parecido com a letra Y, daí a origem do nome. Roux é o sobrenome do cirurgião que criou a técnica.

Banda gástrica ajustável

Criada em 1984 e trazida ao Brasil em 1996, a banda gástrica ajustável representa 5% dos procedimentos realizados no País.

Apesar de não promover mudanças na produção de hormônios como o bypass, essa técnica é bastante segura e eficaz na redução de peso (20% a 30% do peso inicial), o que também ajuda no tratamento do diabetes. Instala-se um anel de silicone inflável ajustável ao redor do estômago, que aperta mais ou menos o órgão, tornando possível controlar o esvaziamento do estômago.

Gastrectomia vertical

Nesse procedimento, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros (ml). Essa intervenção provoca boa perda de peso comparável à do bypass gástrico e maior que a proporcionada pela banda gástrica ajustável. É um procedimento relativamente novo, praticado desde o início dos anos 2000. Tem boa eficácia sobre o controle da hipertensão e de doenças dos lípides (colesterol e triglicérides).

Duodenal Switch

É a associação entre a gastrectomia vertical e o desvio intestinal. Nessa cirurgia, 85% do estômago são retirados, porém a anatomia básica do órgão e sua fisiologia de esvaziamento são mantidas. O desvio intestinal reduz a absorção dos nutrientes, levando ao emagrecimento. Criada em 1978, a técnica corresponde a 5% dos procedimentos e leva à perda de 40% a 50% do peso inicial.

Terapia auxiliar – Balão intragástrico

Reconhecido como terapia auxiliar para preparo pré-operatório, trata-se de um procedimento não cirúrgico, realizado por endoscopia para o implante de prótese de silicone, visando diminuir a capacidade gástrica e provocar saciedade. O balão é preenchido com 500 ml do líquido azul de metileno, que, em caso de vazamento ou rompimento, será expelido na cor azul pela urina.

O paciente fica com o balão por um período médio de seis meses. É indicado para pacientes com sobrepeso ou no pré-operatório de pacientes com superobesidade (IMC acima de 50 kg/m2).

Cirurgia bariátrica e nutrição

O acompanhamento nutricional deve ser efetivo antes, durante e depois da cirurgia. O paciente precisa entender o objetivo real da cirurgia bariátrica que é na verdade, o início de um período de mudança comportamental tanto de hábitos alimentares quanto de exercícios físicos, sempre monitorado por uma equipe multidisciplinar.

Pré e pós-operatório

No período pré-operatório o paciente se compromete a comparecer à consultas periódicas com o nutricionista para que ele possa ir incorporando a realidade da dieta que será administrada no pós operatório.

Nos primeiros 15 dias é oferecida uma dieta líquida sem formação residual, nesta fase é importante manter o repouso gastrointestinal e promover a cicatrização, além de ser imprescindível a hidratação.

A partir dos 15 dias, é introduzida uma dieta líquida que será evoluída gradativamente para pastosa até chegar à dieta geral.

É importante lembrar que o paciente submetido ao tratamento cirúrgico da obesidade deve ser monitorado sempre, mesmo após a redução do peso, pois o sucesso do tratamento depende deste monitoramento multidisciplinar.

Fonte: INFORMAÇÕES OBTIDAS ATRAVÉS DO SITE DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA BARIÁTRICA E METABÓLICA.

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